Esse artigo é baseado no capítulo 13 do livro “Curso de Estudo sobre cura bíblica”, de Kenneth E. Hagin.
A oração em nome de Jesus não é um detalhe secundário da fé cristã; ela define como o crente se aproxima de Deus na Nova Aliança. Muitas pessoas oram com sinceridade, perseverança e boas intenções. Entretanto, apesar disso, convivem com frustração, silêncio e poucas respostas. Esse contraste levanta uma pergunta importante: será que estamos orando do modo que Jesus ensinou após a cruz?
Desde o início, a Bíblia mostra diferentes tipos de oração. Contudo, no Novo Testamento, Jesus estabelece um novo padrão para a vida de oração. Esse padrão não surge como fórmula religiosa, mas como um direito espiritual concedido ao crente. Quando entendemos esse princípio, nossa vida de oração muda, nossa confiança cresce e nossa alegria se torna mais constante.

A mudança que Jesus anunciou
Em João 16:23–24, Jesus declara algo revolucionário para os discípulos: eles deveriam pedir ao Pai, em Seu Nome. Até aquele momento, isso não fazia parte da prática espiritual de Israel. Na Antiga Aliança, o povo orava ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Eles se relacionavam com Deus com base em promessas, sacrifícios e mediadores humanos.
Contudo, antes de ir para a cruz, Jesus anuncia uma transição. Um novo dia estava chegando. Com sua morte, ressurreição e exaltação, Ele passaria a ocupar o lugar de mediador entre Deus e os homens. A partir daí, a oração ganharia um novo fundamento: a autoridade do nome de Jesus.
Por que antes ninguém orava em nome de Jesus?
Enquanto Jesus caminhava fisicamente com os discípulos, Ele ainda não havia assumido seu ministério como sumo sacerdote à direita do Pai. Por isso, não fazia sentido orar em seu nome naquele período. Essa prática só se tornaria válida após a cruz.
Aqui surge um ponto essencial: muitos cristãos continuam orando como se ainda estivessem sob a lógica da Antiga Aliança. Falam com Deus com reverência, mas sem consciência da posição que agora possuem em Cristo. Como resultado, pedem com insegurança, dúvida ou até conformismo excessivo. Entretanto, Jesus ensinou algo diferente.
Oração em nome de Jesus não é fórmula
Quando a Bíblia fala de oração em nome de Jesus, ela não aponta para uma frase mágica no final da oração. Ela fala de base legal. Orar em nome de Jesus significa aproximar-se do Pai apoiado na obra consumada de Cristo, em sua autoridade e em sua posição como mediador.
Portanto, o nome de Jesus representa acesso, direito e garantia. Deus não responde à oração por causa da intensidade emocional do pedido, mas por causa do nome que está por trás dele. Isso muda completamente a forma como o crente ora. Em vez de implorar, ele passa a confiar. Em vez de negociar, ele descansa.
O direito do crente na Nova Aliança
Jesus afirma: “Pedi, e recebereis, para que a vossa alegria seja completa”. Quando o crente compreende seu lugar diante de Deus, ele ora com expectativa, não com medo.
Esse direito nasce da obra da cruz, que não alcança apenas o reino espiritual, trazendo salvação e reconciliação com Deus, mas também toca o reino físico, envolvendo provisão, direção, paz e cura. Por isso, a oração não se limita a realidades invisíveis ou abstratas. Ela se estende à vida diária, às necessidades concretas e às circunstâncias que enfrentamos todos os dias.
Por que muitos não veem respostas?
Kenneth Hagin observa que muitas pessoas perdem respostas porque insistem em orar como se ainda estivessem na Velha Aliança. Elas pedem como se Deus estivesse distante, relutante ou inacessível. No entanto, Jesus ensinou que o Pai deseja responder.
Além disso, quando não compreendemos nossa posição em Cristo, oramos sem firmeza. Falamos com Deus, mas deixamos espaço para dúvida. Entretanto, a oração em nome de Jesus nos chama a uma postura diferente: confiança baseada na obra de Cristo, não no desempenho pessoal.
O impacto de uma vida de oração correta
Quando o crente ora corretamente, os efeitos aparecem. A alegria se torna mais visível. A fé cresce. O testemunho se fortalece. Onde há mais respostas de oração, há mais esperança. Onde há mais esperança, há mais pessoas tocadas pela fé.
Por isso, a oração não deve ser vista como último recurso, mas como prática diária fundamentada na Nova Aliança. Ela sustenta a vida espiritual e molda a forma como enxergamos Deus. Quanto mais entendemos esse princípio, mais simples e confiante nossa oração se torna.
Oração que gera descanso
Orar em nome de Jesus não gera ansiedade; gera descanso. O crente não precisa convencer Deus a agir. Ele apenas se posiciona corretamente diante do Pai. Esse entendimento elimina o medo de pedir e fortalece a certeza de que Deus ouve.
Assim, a oração em nome de Jesus deixa de ser um hábito repetitivo e se torna um encontro consciente com o Pai. Ela não depende de emoções momentâneas, mas de uma verdade eterna. Quando esse princípio se firma no coração, a vida devocional se torna mais leve, prazerosa e frutífera.
Conclusão
A oração que Jesus ensinou após a cruz redefine nossa relação com Deus. Ela nos convida a abandonar padrões antigos e a viver plenamente a realidade da Nova Aliança. Quando oramos ao Pai em nome de Jesus, acessamos um lugar de confiança, alegria e descanso. Esse entendimento não apenas muda a forma como oramos, mas transforma a maneira como vivemos a fé diariamente.
Por Diego Dantas
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